quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reino Animal Os Invertebrados

Poríferos

Animal cheio de poros, disforme, sem órgãos típicos, únicos sem células nervosas
Habitat: Mares, rios ou lagoas (presos em rochas e outros pontos fixos).
Alimentação: Como são fixos, fazem o alimento vir até eles através da movimentação de flagelos, que fazem a corrente de água penetrar nos poros de seu corpo passando pela cavidade central do animal (o átrio) e sai pela abertura da na parte de cima (o ósculo).
As células flageladas capturam o alimento (microorganismos e minúsculas partículas de organismos mortos) que é digerido dentro delas e distribuídos para outra células. As células flageladas tem uma espécie de colarinho membranoso em forma de funil chamados coanócitos. algumas esponjas são sustentadas por uma rede de fios de proteínas, outras, porém, possuem pequenos espinhos Reprodução: Assexuada ou sexuada. Assexuada: um grupo de células se multiplica e forma pequenos brotos que podem permanecer presos ao corpo da esponja ou se soltarem. Quando soltam originam um indivíduo isolado reprodução chamada brotamento. Há tambem a reprodução  por gemulação; Amebócitos (celulas presentes na mesoderme que transportam alimentos ), começam a alimentar apenas a si mesmas, se tornando gêmulas. Quando o ambiente for propício, saem de dentro da esponja e geram uma nova colônia. Sexuada: são produzidos espermatozoides e óvulos, os espermatozoides são moveis, nadam até outro individuo da mesma espécie onde encontram o óvulo, que é imóvel, e da fecundação surge uma larva (inividuo diferente do adulto) que nada e se fixa torna-se uma esponja adulta.
As esponjas tem grande capacidade de regeneração, são considerados animais filtradores e podem ser sustentados por uma rede de proteínas ou por pequenos espinhos, chamados espículas, que podem ser de calcário ou sílica.





            




 

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Cnidários
Composto por águas-vivas, actínias, corais e hidras a maioria vive no mar.
Forma: Cilíndrico (simetria radial), com abertura que corresponde a boca na parte superior, geralmente são fixos ou com pouco movimento ( polipóides), mas há indivíduos móveis, com forma de sino com abertura correspondente a boca na parte inferior (em relação ao seu deslocamento) que se chamam  medusóides.
Alimentação: Ambas as formas possuem tentáculos que utilizam para captura de alimento (são carnívoros).
Cnidários tem corpo coberto por tecido chamado epiderme onde existem células especializadas chamadas cnidócitos ou cnidoblastos mais concentrados nos tentáculos.
Dentro dos cnidócitos há uma cápsula (nematocistos), que contem uma espécie de fio enrolado com uma ponta que funciona como arpão.
Quando o cnidócito é tocado, a cápsula se abre e o fio se desenrola, penetra na presa e injeta uma toxina que é capaz de paralisar e matar pequenos animais, que servem como alimento, além do plâncton.
O alimento é ingerido e os restos excretados pela boca(sistema digestório incompleto).
Pertence ao filo celenterado devido a existência da cavidade digestória.
O corpo tem uma espessura muito reduzida, por isso o oxigênio é dissolvido na água e atravessa a epiderme chegando a todas as células, o gás carbônico e as substancias toxicas também saem pela epiderme.
Alguns cnidários formam colônias cada individuo com sua função (embora pareçam um único ser).
Reprodução Assexuada e Sexuada, Assexuada: por brotamento, se o broto permanecer ligado ao animal original forma-se uma colônia.
Sexuada: há produção de gametas, fecundação e formação de uma larva móvel, desenvolvimento é indireto.
Em muitos cnidários a alternância entre as duas formas de reprodução (metagênese). Os recifes de coral: O acumulo de esqueletos de corais e de calcário de certas algas deu origem aos recifes e atóis de corais nas regiões tropicais, que protegem contra a erosão provocada pelas ondas; servem como habitação para ¼ das espécies marinhas existentes no planeta. As algas fornecem alimentos aos corais, e estes fornecem sais minerais as algas que por sua vez retiram essas substâncias dos animais capturados por seus tentáculos. Essa interdependência explica ser encontrado em locais onde a luz pode alcançar (necessária à fotossíntese). Por todo o mundo os recifes estão ameaçados pela poluição e aquecimento global que eleva a temperatura dos mares matando as algas necessárias aos corais ocorrendo o branqueamento.






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Platelmintos

Conhecido como vermes. Alguns são parasitas e causadores de doenças, como a solitária ou esquistossomo. Existem platelmintos que vivem livres e podem ser encontrados em ambientes aquáticos (mar, água doce ou terra úmida) podem medir de milímetros a sessenta centímetros de comprimento.
Descrição:  São eucariotos, possuem sistema digestório incompleto, são triblásticos, possuem corpo achatado, são hermafroditas, são os primeiros com simetria bilateral (ou seja região anterior e posterior, lado esquerdo e direito), sistema nervoso ganglionar com cordões nervosos longitudinais, e respiração cutânea.
Reprodução: São hermafroditas, cada individuo possuem órgãos masculino e feminino,mas também podem se reproduzir assexuadamente.
Tênia ou Solitária: parasita que passa parte do seu ciclo no intestino delgado humano provoca doença chamada teníase, a maioria mede de três a oito metros, parece uma fita.
Descrição: Formada por uma cabeça (escólex) com ventosas e um grande numero de anéis corporais (proglotes ou progtólides).
Na taenia saginata (do boi) existem apena ventosas no escólex, na taenia solium (do porco) além das ventosas há ganchos que fixam o parasita no intestino delgado.
Reprodução: Hermafroditas cada progloide (anel) possuem um útero, testículos, ovários e outros órgãos do sistema reprodutor feminino e masculino.
Difere da planaria por não precisar de parceiro para reprodução, faz autofecundação dobrando o corpo unindo dois anéis.
Após a fecundação os anéis cheios de ovos se desprendem do corpo do verme e saem com as fezes do hospedeiro.
Contaminação: Se não existir instalação sanitárias adequadas no local de eliminação das fezes os ovos podem contaminar água e vegetais, se ingeridos por boi ou porco, os ovos se tornam larvas que se instalam no musculo do animal, as larvas se transformam em pequena bolsas cheia de líquido chamado cisticerco no seu interior encontram-se o futuro escolex da tênia. Se a pessoa ingerir essa carne contaminada crua ou mal cozida a larva instala-se no intestino delgado onde se desenvolve.
Pode se observar que a tênia passa por dois hospedeiros em seu ciclo vital, boi e porco (hospedeiros intermediários, abrigam a larva), ser humano (hospedeiro definitivo a loja o verme adulto).
Cisticercose doença causada pela ingestão de ovos da tênia solium (porco), as larva podem se alojar em músculos, cérebro, coração, olhos e outros órgãos. As larvas formam cisticercos que provocam lesões, podem ser removidos cirurgicamente ou diluídos por medicação, o diagnostico é feito por exame de fezes.
Prevenção
*Instalação de fossas ou rede de esgotos tratados
*Fiscalização dos matadouros
*Ingestão de carne bem passada
*Habito de higiene.
Esquistossomose causada pelo esqistossomo. Tem sexos separados, o macho tem cerca de 1 cm de comprimento e costuma abrigar a femea, que é mais longa e fina em um canal de seu corpo a femea abandona o corpo do macho para por os ovos. Vivem nas veias do fígado e do intestino delgado do ser humano, os ovos atravessam a parede das veias do intestino e caem no espaço interno desse órgão, sendo eliminados pelas fezes, se os ovos atingirem lagos, lagoas, riachos e etc, originam pequenas larvas (miracidio mais ou menos 0,16 milimetros).
Penetram em certos caramujos se multiplicando e transformando-se em larvas (cercarias mais ou menos 0,3 mm), a cercaria pode penetrar na pele do ser humano pela circulação chegam as veias do fígado e migram para veias do intestino onde tornam-se vermes adultos, machos e fêmeas que acasalam e produzem ovos.
Tratamento com medicamento, 
prevenção:
*Sistema de canalização e tratamento de esgoto
*Fornecimento de agua tratada
*Fornecimento de informação e orientação a população.
*Combater o caramujo.

















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Nematoides
Vermes parasitas de corpo fino cilíndrico, em forma de fio, de pontas afiladas , musculatura desenvolvida e com cutícula, nem todos são parasitas, alguns tem vida livre no solo e água, Possuem tubo digestório completo com boca e ânus, podem ser microscópicos ou macroscópicos, parasitam plantas e animais, podem se alimentar enquanto eliminam resíduos, são em maioria dióicos (sexos separados) e possuem sistema nervoso periesofagiano (apomorfia) 
Lombriga (Ascaris lumbricoides) ataca em torno de 25% da população mundial, provocando Ascariase ou ascaridíase medem entre 15 a 5 cm como a maioria do nematoides tem sexo separados.
Vivem no intestino delgado do ser humano podem eliminar até 200 mil ovos por dia, que saem com as fezes, sem saneamento básico chegando ao solo e contaminando os alimentos.
Os ovos produzem larvas no intestino, mas antes de instalarem nesse órgão, atravessam as paredes do intestino e caem na circulação sanguínea onde vão para o coração e pulmão do pulmão para os brônquios e dos brônquios para traqueia e laringe então são engolidos e caem no tubo digestório. Chegam ao intestino humano onde concluem seu desenvolvimento.
Podem apresentar sintomas como:
*Lesões em órgãos;
*Cólicas;
*Enjoos;
*Fraquezas.
Diagnóstico: Exame de fezes para constatar a existência de ovos.
Tratamento: Com medicação e prevenção.
Prevenção:
*Instalações sanitárias adequadas;
*Agua tratada;
*Higiene adequada (lavar as mãos e alimentos), crianças não levar objetos a boca.

Ancilóstomos e Necátor

A ancilostomiasi ou ancilostomose (amarelão) pode ser causada por espécies de nematoides (ancytosmo duodenale) e o necátor (necator americanoas) muito semelhantes, medem entre 8 e 18 mm.
Fixa-se na parede do intestino delgado com estrutura semelhante com dentes ou laminas cortantes na boca, perfura a parede intestinal atinge vasos sanguíneos e alimenta-se do sangue humano.
Provoca anemia em casos graves leva morte.
Os vermes adultos vivem no intestino delgado humano.
Se as fezes contaminadas entrarem em contato com o solo quente e úmido dará origem a uma larva que penetra na pele (pés descalços) cai na corrente sanguínea, passando por vários órgãos até chegar ao intestino ou pode ser ingerido (agua e alimentos contaminados) indo para o intestino.
Diagnostico:
*Através de exame de fezes (detectar presença de ovos).
Tratamento:
*Medicamentos para matar o verme e para anemia, além de alimentação adequada.
Prevenção:
*Saneamento básico;
*Uso constante de calçados;
*Tratar portadores da doença e a desnutrição.
Bicho Geográfico
Alguns nematoides de parasitas de cães e gatos produzem larvas que podem penetrar na epiderme humana, dando origem ao bicho geográfico (bicho das praias).
O ser humano não é hospedeiro adequado ao parasita as larvas não conseguem penetrar na corrente sanguínea e permanecem na pele onde se deslocam, abrindo tuneis que são perceptíveis externamente, que lembram o traçado de um mapa.
Tratamento medicação para matar larva.
Prevenção:
*Impedir o acesso de animais a areia;
*Estar calçado em local onde a areia.
Oxiúro (enterobius vermicularis) em torno de um centímetro fino como um fio de linha, vive no intestino grosso do ser humano.
O movimento das fêmeas na região anal, onde põem ovos, causa intensa coceira no anús.
A doença enterobíase ou oxiurose pode provocar lesões no reto, cólica, tontura, vomito e enjoo.
Transmissão:
*De um individuo para outro pela inalação de poeira contendo ovos;
*Por ingestão de alimentos ou agua contaminada;
*Pelas mãos contaminadas levadas a boca.
Tratamento Medicamentoso
Prevenção:
*Hábitos de higiene.
Instalação Sanitárias adequadas.
Filária (Wuchereria bancrofti) vive nos vasos linfáticos humanos causando a doença filariose ou elefantíase.
A filaria gera inflamações que podem obstruir a circulação da linfa (excesso de liquido que circula nos vasos linfáticos).
Ocasionando seu acumulo em certos órgãos, principalmente nos membros inferiores que incham e deformam.
As larvas migram dos vasos linfáticos para o sangue, quando o mosquito (dos gêneros culex e anopheles) suga o sangue do individuo contaminado, adquirem a larva que continua o seu desenvolvimento no corpo do mosquito.
Tratamento:
*Eliminar foco de contaminação e medicação.
Prevenção:
*Combate ao mosquito e larvas;
*Saneamento básico;
*Drenagem das agua pluviais e tratamento de esgoto;
*Reduzir o contato entre seres humanos e o mosquito.







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Anelídeos

 
Têm o corpo dividido em metâmeros (anéis, sua apomorfia), possuem cerdas (que servem para locomoção ou respiração),têm cutícula, fina e flexível, musculatura desenvolvida circular ou longitudinal, sistema digestório completo, sistema circulatório fechado com coração, respiração cutânea (terrestres) ou branquial (aquáticos) e sistema nervoso com gânglios cerebróides, gânglios adjacentes, cordão nervoso ventral e células fotorreceptoras, de tato e de paladar.
Minhocas a musculatura de cada anel pode contrair-se separadamente.As minhocas alimentam-se de detritos orgânicos que podem ser armazenados no papo e triturado na moela, respira pela pele, não tem olhos, mas células sensoras espalhada pelo corpo.São hermafroditas, mas necessitam de outra minhoca para  reproduzir-se (se unem e trocam espermatozoide, cada uma armazena temporariamente os espermatozoide que recebeu da outra, após deposita juntamente com os próprios óvulos em casulo de muco onde são fecundados e geram embriões. O casulo de muco é produzido em uma região mais espeça do corpo do animal ou citelo que contem alimento para os embriões e os protege.
Importância: tornam o solo fértil com a produção de húmus, com sua movimentação tornam o solo aerado e facilitam absorção de água além de “misturar” os nutrientes no solo.
Os anelideos dividem-se em três classes menores:
*Oligoquetas ou oligoquetos (minhoca), possuem poucas cerdas no corpo;
*Poliquetas ou poliquetos, muitas cerdas, geralmente vivem em ambiente aquático e tem sexos separados em alguns apresentam na pele projeções finas cheias de sangue (brânquias) órgão especializado em retirar oxigênio dissolvido na agua.
*Hirudíneos (Hirudo = sanguessuga), devido alguns indivíduos sugarem sangue reúne animais sem cerdas são hermafroditas.










terça-feira, 24 de maio de 2011

Reino Fungi

Fungos
Características Gerais
Os fungos possuem características próprias que os diferem das plantas, por exemplo: não fazem fotossíntese, não possuem celulose na sua parede celular que é feita de quitina etc. Alguns fungos aquáticos utilizam amido como reserva de energia.
A presença de quitina na maioria dos fungos e a capacidade de armazenar glicogênio também marcam presença nos animais.
Os funcos são eucariontes com apenas um núcleo como a levedura ou multinucleados como os fungos filamentosos. O citoplasma possui mitocôndrias e retículo endoplásmatico rugoso. São heterotróficos alimentando-se de matéria orgânica morta (fungos saprófagos) ou parasitando outras especies. Suas celulas possuem vida independente e não formão tecidos verdadeiros.
Os fungos são ubíquos e residem no solo, na água, em vegetais, em carcaças e até em animais vivos. O vento serve para dispersar os esporos que dão origem a maioria dos fungos.




1ª Classe
Zigomicetos
Característica
Os Zigomicetos são sub-grupo dos ficomicetos. Alem disso, são microscópicos e reproduzem-se formando um zigósporo quando duas hifas se tocam desse zigósporo gera um esporângio que contém esporos. Por exemplo, o bolor preto do pão.
Habitat
A maioria vivem em matéria orgânica que se encontra em lugar quente, escuro e úmido.
Uso
Utilizados na industria alimentícia, por exemplo em alguns tipos de queijos.
Foto

















Mofo na banana
















Bolor na berinjela




















Bolor na bergamota

2ª Classe
Ascomicetos
Característica
Os ascomicetos são um grande grupo de mais ou menos 30.000 espécies catalogadas. Também são conhecidos como fungos de saco pois seus esporos (chamados ascósporos) ficam guardados em pequenas bolsas chamadas ascos. Suas hifas geralmente têm septos, porém as paredes transversais possuem buracos, deixando o citoplasma livre para se movimentar. Os ascomicetos são muitos variados, desde leveduras unicelulares até mofos e bolores que danificam os alimentos.
Habitat
Os Ascomicetos vivem em matéria orgânica morta e a decompõe.

Uso
Os ascomicetos são importantes na degradação de moléculas animais e vegetais resistentes como a celulose, lignina e o colágeno. As leveduras formam um dos grupos mais interessantes e de maior importância dos ascomicetos microscópicos. As leveduras podem fermentar carboidratos, quebrando a glicose para produzir etanol e dióxido de carbono. Este processo é de fundamental importância na produção de pão, cerveja e vinho. A levedura de mais importante economicamente é a espécie Saccharomyces cerevisiae.

Foto

















Fermento de pão.
3ª Classe
Basidiomicetos
Característica
São fungos mais conhecidos, como cogumelos, orelhas-de-pau, além de serem importantes parasitas de plantas, como os fungos do carvão e da ferrugem.
Habitat
Ambientes úmidos e de pouca luminosidade
Uso
Cogumelos comestíveis como Champignon (Agaricus bisporus), conhecido como cogumelo de mesa ou botão
Foto

















Orelha-de-pau






















Cogumelo
4ª Classe
Deuteromicetos
Características
Deuteromicetos também são conhecidos como "fungos imperfeitos", chamados assim porque não se conhece o estágio sexuado em seu ciclo de vida. A maioria dos deuteromicetos reproduzem-se por esporos assexuais ou conídios. Neste aspecto, lembram os estágios assexuais de ascomicetos e basidiomicetos, que também produzem esporos assexuais. Portanto, acredita-se que alguns deuteromicetos possam ser ascomicetos ou basidiomicetos que perderam a capacidade de formar ascos ou basídios
Habitat
São encontrados na terra e na água, no ar, no próprio homem, sobre substratos vegetais e animais vivos ou mortos, enfim na matéria orgânica em decomposição de qualquer origem.

Uso
Entre os gêneros economicamente importantes estão o Penicillium e o Aspergillus. Algumas espécies de Penicillium produzem a penicilina, enquanto outras dão sabor e aroma a queijos como Roquefort e Camembert. Espécies de Aspergillus fermentam pastas e molhos de soja, além de produzir ácido cítrico comercialmente.

Foto

















Micose (pé-de-atleta)


Filo Chytridiomycota (quitridiomicetos ou mastigomicetos)


 Os quitridiomicetos são fungos geralmente aquáticos, que apresentam flagelos em algum estagio do ciclo de vida. Nenhum outro tipo de fungos apresenta flagelo. Como os outros fungos, os quitridiomicetos possuem quitina na parede celular e armazenam glicose. Algumas espécies são unicelulares, mas costumam ser filamentosas com hifas cenocíticas.
Muitos quitridiomicetos e oomicetos são saprófagos, decompondo matéria morta.








segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vírus

Vírus
Vírus são os únicos organismos acelulares da Terra atual.

Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira.
Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos, os vírus representam 3.600 espécies.








Ilustração do vírus HIV mostrando as proteínas
do capsídeo responsáveis pela aderencia na
célula hospedeira.







Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (domínios bacteria e archaea).
Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denominada capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados.

O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios derivadas da membrana plasmática da célula hospedeira e em moléculas de proteínas virais, específicas para cada tipo de vírus, imersas nas camadas de lipídios.
São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais.



Esquema do Vírus HIV

Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de Transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Os outros vírus que possuem DNA fazem o processo de transcrição (passagem da linguagem de DNA para RNA) e só depois a tradução. Estes últimos vírus são designados de adenovírus.
Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios: a falta de hialoplasma e ribossomos impede que eles tenham metabolismo próprio. Assim, para executar o seu ciclo de vida, o vírus precisa de um ambiente que tenha esses componentes. Esse ambiente precisa ser o interior de uma célula que, contendo ribossomos e outras substâncias, efetuará a síntese das proteínas dos vírus e, simultaneamente, permitirá que ocorra a multiplicação do material genético viral.
Em muitos casos os vírus modificam o metabolismo da célula que parasitam, podendo provocar a sua degeneração e morte. Para isso, é preciso que o vírus inicialmente entre na célula: muitas vezes ele adere à parede da célula e "injeta" o seu material genético ou então entra na célula por englobamento - por um processo que lembra a fagocitose, a célula "engole" o vírus e o introduz no seu interior.

Vírus, seres vivos ou não?
Vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade biossintética. Eles obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu conteúdo para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma estratégia completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos componentes da partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato metabólico da célula hospedeira, subvertendo o metabolismo celular para a produção de mais vírus.
Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Aqueles que defendem a ideia que os vírus não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir características como a habilidade de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter metabolismo (um conjunto de reações químicas altamente inter-relacionadas através das quais os seres vivos constroem e mantêm seus corpos, crescem e performam inúmeras outras tarefas, como locomoção, reprodução, etc.); organismos vivos também fazem parte de uma linhagem contínua, sendo necessariamente originados de seres semelhantes e, através da reprodução, gerar outros seres semelhantes (descendência ou prole), etc.
Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo. Porém, não têm metabolismo próprio, por isso deveriam ser considerados "partículas infecciosas", ao invés de seres vivos propriamente ditos. Muitos, porém, não concordam com essa perspectiva, e argumentam que uma vez que os vírus são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles dependem do maquinário metabólico da célula hospedeira, mas até aíi todos os seres vivos dependem de interações com outros seres vivos. Outros ainda levam em consideração a presença massiva de vírus em todos os reinos do mundo natural, sua origem - aparentemente tão antiga como a própria vida - sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. Conforme já mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o cerne dessa discussão. Definir vida tem sido sempre um grande problema, e já que qualquer definição provavelmente será evasiva ou arbitrária, dificultando assim uma definição exata a respeito dos vírus.

Referência

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus.php

Taxonomia