segunda-feira, 20 de julho de 2015

Reino Metazoa - Cnidários ou Celenterados

Medusas.
Fonte: http://www.escuelapedia.com/wp-content/uploads/Cnidarios.jpg
Pólipos.
Fonte: http://www.not1.com.br/wp-content/uploads/2011/07/cnidario.jpg
Os cnidários, ou celenterados, são o filo que abrange as medusas, anêmonas, hidras e corais. Sua estrutura típica é semelhante a um tubo com uma extremidade fixa fechada e outra aberta, onde fica a boca, rodeada de tentáculos moles. As medusas, porém, têm um formato semelhante a um guarda-chuva, com tentáculos na parte inferior do corpo. Sua estrutura consiste em uma epiderme (camada externa) uma gastroderme (interna) e uma mesogleia (camada gelatinosa que transporta nutrientes) entre estas duas.


Estrutura de um pólipo e de uma medusa.
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/cnidarios4.jpg

Características gerais

- possuem cnidoblastos, células com capacidades urticantes que paralisam e envenenam a presa que os toca;
- possuem um sistema nervoso difuso;
- são os primeiros animais apresentar músculos;
- possuem celoma e cavidade gastrovascular;
- São animais diblásticos;
- possuem boca, mas não ânus;

Os cnidoblastos são a apomorfia dos cnidários. Consistem em células que possuem uma extensão sensível ao toque, o cnidócito, e dentro delas um filamento urticante que paralisa e queima a presa que entrar em contato com ele. O filamento é disparado para fora quando o cnidócito é estimulado.

Cnidoblastos, em estado inativo e ativo, respectivamente.
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/cnidoblasto.jpg
Reprodução

Pode ocorrer de duas formas, sexuada e assexuada (algumas vezes com alternância de gerações):

- Assexuada: os cnidários praticam esta reprodução através do brotamento de novos indivíduos a partir de um já existente, comum entre os pólipos (tipos sésseis), mas também podem nascer novos indivíduos de fragmentos do corpo de outros.

- Sexuada: os cnidários que possuem estágios de medusa no ciclo da vida geralmente se reproduzem desta forma, liberando gametas na água, que formam zigotos ao se encontrarem. Estes embriões dão origem a uma larva ciliada, que nada até encontrar um substrato para se fixar. A partir daí, se desenvolve, formando um pólipo, que cresce normalmente, e desenvolve novas medusas presas a seu corpo, que são liberadas e crescem até a vida adulta, reiniciando o ciclo.

Ciclo reprodutivo sexuado.
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/reprodObelia.gif


sábado, 11 de julho de 2015

Reino Metazoa - Filo Porifera

O Reino Metazoa, ou Animalia, é o reino que abrange os animais. Este reino é dividido em 9 filos: os poríferos (esponjas), os cnidários ou celenterados (anêmonas, medusas), os platelmintos (planárias, tênias), os nematelmintos ou nematoides (lombrigas, ancilóstomos, a maioria dos vermes parasitas), os moluscos (lesmas, lulas, polvos), os anelídeos (minhocas, sanguessugas), os artrópodes (insetos, aracnídeos), os equinodermos (estrelas-do-mar) e os cordados (mamíferos, répteis, anfíbios, aves, peixes).

Características Gerais

- São eucariontes multicelulares;
- Possuem cooperação entre as células;
- Possuem comunicação química e elétrica (somente com neurônios);
- Possuem colágeno;
- Possuem sensibilidade, ou seja, capacidade de perceber estímulos externos (quando possuem neurônios, não é o caso dos poríferos);
- Heterotrofia por ingestão;
- São capazes de movimento;

Na reprodução, os estágios embrionários iniciais são:

- Zigoto ou célula-ovo: a célula que se forma com a união dos gametas;
- Blastômeros: é o estágio que se forma com a divisão do zigoto em mais células, multiplicando-se até se formar uma mórula;
- Mórula: uma massa maciça de células, que depois se torna uma blástula;
- Blástula: semelhante à mórula, porém dotada de uma cavidade interna preenchida por líquido, chamada blastocele.

Desenvolvimento embrionário até a fase da blásula.
Fonte: http://www.coladaweb.com/files/desenvolvimento-embrionario.jpg


Os estágios embrionários dos poríferos param na fase da blástula, porém todos os outros filos avançam para o estágio da gástrula, que se forma quando a parede externa da blástula “afunda”, formando uma cavidade chamada arquenteron, que significa “intestino primitivo”.

Bob Esponja, um porífero.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6i0j9xp2YAdbdyvN_3IGIZ-GL4rjMgUo-JZ4yh-pST6pY3kzzPDdY6Wkjet8WJ5iPzlWzYhfGzQQcGvmCJa60zqFeheyzdUzmicSMi3b78cxJV-DpYfmQs_kS2IRaJ-lYJYujOn-20C4/s1600/Fotos+do+Bob+Esponja2.png

Poríferos

Este filo é o mais primitivo de todos, que abrange as esponjas do mar.

Características gerais

- Não apresentam sistema nervoso;
- Vivem fixos a um substrato;
- Não possuem tecidos;
- Não possuem músculos;
- Possuem dois folhetos embrionários (diblásticos), avançando até o estágio da blástula;
- Se alimentam por filtração;
- Se reproduzem liberando gametas na água;
- Não possuem celoma, uma cavidade interna.

Colônia de esponjas do mar.
Fonte: http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2007/09/poriferos-337x450.jpg


Alimentação

Os poríferos se alimentam filtrando a água ao seu redor através dos poros, retendo nutrientes dispersos, e eliminando a água filtrada por uma grande cavidade, o átrio, que termina num ósculo. As esponjas possuem células chamadas coanócitos, que batem seus flagelos para bombear a água e que também possuem coanas, estruturas semelhantes a copos ao redor do flagelo que coletam os nutrientes. Após serem armazenados em vacúolos, os nutrientes são enviados para os amebócitos, que fixam os coanócitos no lugar, realizam a digestão e produzem gametas. Após isto os nutrientes são distribuídos para o resto do animal.

Os poríferos também apresentam alguns outros tipos de células:

- Pinacócitos: compõem a epiderme da esponja, com funções de defesa;
- Esclerócitos: responsáveis pela formação do “esqueleto” da esponja, uma rede de estruturas silicosas ou calcárias chamadas espículas;
- Porócitos: são as células que compõem os poros, regulando a sua abertura e, por extensão, o fluxo de água;
- Miócitos: semelhantes aos porócitos, porém regulam a abertura do ósculo.

Há também três tipos principais de esponja, as asconoides, siconoides e leuconoides:

- Asconoide: o tipo mais simples, consiste num cilindro oco revestido por poros.

- Siconoides: Mais complexas, estas esponjas possuem uma parede mais espessa, em que se encontram cavidades menores onde os nutrientes são absorvidos. Depois, a água é expelida pelo ósculo.

- Leuconoides: O tipo mais comum, possuindo uma estrutura corporal extremamente complexa, com diversas cavidades de filtração interligadas por canais, e diversos átrios para expulsar a água.

Asconoide, siconoide e leuconoide.
Fonte: http://i54.tinypic.com/168ad5s.jpg


Reprodução

Pode ocorrer de duas maneiras, sexuada ou assexuada:

- Sexuada: a maioria das esponjas é hermafrodita, contendo ambos os gametas, sendo capazes tanto de fecundar quanto serem fecundados. Uma esponja pode liberar na água seus espermatozoides, que são absorvidas por outras esponjas através dos poros, e fecundam os óvulos que ficam dentro de seus organismos. A partir daí, o zigoto cresce dentro da esponja, e se desenvolve até um estágio de larva flagelada, que nada até encontrar um substrato para se fixar e se desenvolver.

- Assexuada: há três formas de reprodução assexuada:

- Brotamento: os amebócitos dão origem a um broto, que pode se separar ou permanecer no lugar, dando origem a colônias.

- Fragmentação: as capacidades regenerativas dos poríferos permitem que novos indivíduos se originem a partir de fragmentos de outras esponjas.

- Gemulação: restrito às esponjas de água doce, este tipo de reprodução consiste na formação de gêmulas, estruturas de células indiferenciadas e protegidas por um envoltório rígido, no interior das esponjas, que são liberadas e formam um novo organismo ao encontrarem um substrato.

Estágio de gêmula.
Fonte: http://www.geocities.ws/pri_biologiaonline/reproducao_esponja1.jpg


domingo, 5 de julho de 2015

Reino Fungi


Amanita Muscaria, um basidiomiceto extremamente venenoso.
Fonte: http://www.microbiologyonline.org.uk/themed/sgm/img/slideshows/3.1.4_fungi_3.png

Características gerais do Reino Fungi:

O Reino Fungi caracteriza-se principalmente pela sua constituição, que é muito diferente das plantas ou animais, pois não realizam fotossíntese, não formam tecidos, possuem parede celular de quitina, não armazenam amido, etc. São eucariontes, podendo ser microscópicos ou macroscópicos, sendo em sua maioria compostos por hifas, filamentos celulares que formam uma rede chamada micélio, que absorve nutrientes do substrato. Podem ser encontrados em quase qualquer lugar onde haja matéria orgânica e umidade, sendo então seres heterotróficos. Os que se alimentam de matéria morta são chamados de saprofíticos, e os que consomem matéria viva são parasitários. Estes últimos costumam causar doenças, geralmente conhecidas como micoses.

Há três classes principais de fungos: os zigomicetos, os ascomicetos e os basídiomicetos.

-Zigomicetos: a classe mais simples, que compreende os bolores e mofos;
-Ascomicetos: agrupa alguns bolores e fungos que realizam fermentação, como a levedura;
-Basídiomicetos: compreende fungos com estruturas produtoras de esporos em forma de bastão, como na maioria dos cogumelos.


Zigomicetos
Ascomicetos
Basídiomicetos
Habitat
Matéria vegetal e animal morta, em local quente, úmido e escuro
Matéria vegetal (lenhosa) e animal morta, em local úmido
Matéria vegetal e animal morta em local úmido e quente
Reprodução
Duas hifas “macho e fêmea” se tocam, trocando gametas que produzem um esporângio, estrutura que libera esporos no ar
Forma-se um saco chamado asco, onde ficam ascóporos formados após processos de mitose e meiose
Assexuada: brotamento de talos novos ou esporos assexuais
Sexuada: fusão de hifas haplóides produzem células dicarióticas que dão origem aos basídios, estruturas que produzem esporos
Função
Decomposição de detritos; formação de micorrizas e liquens; provocar infecções
Decomposição de várias formas de detritos, orgânicos ou não
Decomposição de vários detritos; formação de ectomicorrizas
Uso
Produção de alimentos e remédios (Penincilina)
Produção de alimentos (queijo roquefort, trufas)
Produção de alimentos, remédios e substâncias controladoras de pragas

Há ainda uma quarta classe para todos os fungos que não se encaixam nas classes anteriores, os deuteromicetos, também chamados de fungos imperfeitos por esse motivo. pouco se conhece sobre seus métodos de reprodução, e a grande maioria é parasita causadora de doenças.



Imagens

- Zigomicetos:

1- Mofo nas bananas, com massa de zigósporos                   2- Bolor sobre berinjelas
  









3- Fungo encobre totalmente a bergamota










- Ascomicetos:

1- Fermento de pão (durante fermentação)










- Basídiomicetos:

1- Orelha-de-Pau (cogumelo) em tronco de árvore   2- Cogumelo próximo a um tronco

sábado, 4 de julho de 2015

Reino Protoctista

Paramécio, um tipo de protoctista ciliado. Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/Protista.php

O Reino Protoctista (ou protista) é composto por organismos muito diversos. Suas principais características são:

- São seres eucariontes unicelulares;
- Podem ser autótrofos ou heterótrofos;
- São separados em protozoários e algas microscópicas;
- Podem ser parasitas ou de vida livre;
- Podem ser encontrados em quase qualquer local úmido.

Classificação
Da esquerda para a direita: um paramécio (ciliado), uma ameba (ameboide) e uma euglena (flagelado). A euglena é uma alga que possui fases heterotróficas na alimentação.
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/bioprotista.php

O Reino Protoctista é geralmente dividido em protozoários e algas microscópicas. Estes grupos são divididos também em diferentes grupos menores:

- Protozoários: São divididos simplificadamente em quatro grupos principais, os ameboides, os flagelados os ciliados e os esporozoários. A maioria destes grupos são ainda divididos em filos.

- Ameboides: se locomovem e capturam alimento através de pseudópodes, sem forma definida.
- Flagelados: se locomovem e capturam alimento através do batimento de flagelos.
- Ciliados: se locomovem e capturam alimento utilizando cílios.
- Esporozoários: não possuem método de locomoção, mas apresentam uma estrutura chamada complexo apical em algum estágio da vida. A grande maioria destas espécies forma esporos.
A ameba da espécie Entamoeba histolytica é responsável por uma infecção intestinal séria no ser humano, chamada disenteria amebiana ou amebíase, que consiste numa diarreia com muco e sangue.
Fonte: http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/ameba.htm

- Algas microscópicas: Estas são divididas em vários filos diferentes de acordo com a coloração, exceto diatomáceas, euglenas, carofíceas e dinoflageladas, que são grupos separados por apresentarem um comportamento especial.

- Chlorophyta: algas verdes;
- Phaeophyta: algas pardas;
- Rhodophyta: algas vermelhas;
- Chrysophyta: algas douradas;
-Dinophyta: algas dinoflageladas;
-Charophyta: algas carofíceas;
-Bacillariophyta: algas diatomáceas;
-Euglenophyta: euglenas.

Reprodução


Os Protoctistas se reproduzem assexuadamente por cissiparidade, também conhecida como bipartição, em que a célula cresce, sofre divisão do núcleo e se separa em dois indivíduos. Algumas algas aquáticas apresentam um ciclo reprodutivo sexuado chamado de haplobionte, em que dois indivíduos se fundem num zigoto, que sofre meiose e se transforma em libera indivíduos haploides.

domingo, 3 de maio de 2015

Reino Monera

O reino Monera abriga as bactérias, cianobactérias e arqueobactérias (Archaea), que são formas de vida simples e microscópicas, unicelulares e sem núcleo definido. São importantes para a manutenção de qualquer ecossistema, pois decompõem a matéria morta de outros organismos. Também há espécies que forma reações de mutualismo com plantas e animais, como as que pertencem à flora intestinal e as que sintetizam nitratos nas raízes de leguminosas a partir dos nitrogênio atmosférico. Bactérias também são utilizadas em alguns processos industriais, como a produção de iogurte e queijo (lactobacilos) e até mesmo de proteínas e hormônios utilizados na medicina. E também existem várias espécies que causam doenças em animais e plantas, inclusive no ser humano.

Estrutura das bactérias

As bactérias são compostas principalmente por uma membrana plasmática, que regula a entrade e saída de nutrientes e água; hialoplasma, o líquido que preenche o citoplasma e contém sais, açúcares e ribossomos; estes últimos sendo responsáveis pela síntese de proteínas; e o material genético, que compõe o nucleóide. Também podem possuir plasmídeos, que são moléculas de DNA que proporcionam resistência a antibióticos, uma parede celular, específica de cada bactéria, externa à membrana plasmática, e mais uma camada por cima desta, a cápsula, composta de secreções que Há também os pili (ou fímbrias), que auxiliam na fixação e reprodução, e flagelos, que auxiliam na locomoção.
As bactérias também apresentam diversos formatos diferentes:

Formas: Agregação:
- Cocos: de forma esférica; - Diplococo: um par de cocos;
- Bacilos: em forma de bastão; - Estreptococos: uma cadeia de cocos (colar);
- Vibriões: em forma de vírgula; - Estafilococos: cocos sem organização definida;
- Espirilo: de forma ondulada; - Diplobacilos: um par de bacilos;
- Espiroqueta: de forma espiral. - Estreptobacilos: uma cadeia de bacilos;

Os Grams

As bactérias podem ser divididas em gram-positivas e gram-negativas, de acordo com a coloração que apresentarem num teste com reagentes químicos. As que adquirem cor azul ou violeta são chamadas de gram-positivas e as que adquirem cor vermelha são chamadas de gram-negativas. Este teste permite a determinação de características da composição da bactéria, como espessura e densidade. Geralmente, as gram-positivas são bactérias mais simples que as gram-negativas, estas últimas sendo mais difíceis de combater devido a este fator.

Reprodução

As bactérias se reproduzem de três formas:

- Assexuada: por cissiparidade (ou bipartição), ou seja, a bactéria se divide em dois indivíduos através da duplicação do DNA e separação através de mesossomos (dobras da membrana plasmática para dentro do citoplasma).
                Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biomonera3.php

- Esporulação: a bactéria entra num estado de “hibernação”, no qual forma uma estrutura semelhante a um esporo, desidratando-se. O metabolismo é extremamente reduzido e forma-se uma proteção espessa ao redor. Os esporos são extremamente resistentes, podendo permanecer dormentes por vários anos.
        Fonte:http://saladeestudosursamaior.webnode.com.br/materias/biologia/reino-monera/

- Sexuada: isto ocorre quando uma bactéria adquire material genético diferente e passa a expressar suas características, que são passadas para as próximas gerações. Esta troca pode ocorrer de três formas; a transformação, em que a bactéria absorve moléculas de DNA soltas no ambiente; a transdução, em que vírus bacteriófagos, ao infectar uma bactéria, adquirem parte de seu DNA, que disseminam entre outras bactérias (caso sobrevivam à infecção); e a conjugação, em que duas bactérias, uma “macho” (doadora) e uma “fêmea” (receptora) trocam genes através dos pili (fímbrias) da doadora.
Antibióticos
                                                   Esquema da transformação.
 Fonte: http://www.blogdovestibular.com/2012/12/questao-do-dia-reproducao-bacteriana.html
                                                   Esquema da transdução.
              Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biomonera3.php
                                                  Esquema da conjugação.
                  Fonte: https://estudandoabiologia.wordpress.com/reproducao-6/

Antibióticos são substâncias que interagem com bactérias de modo a tratar infecções. Podem agir de três maneiras:

- Inibição da formação da parede celular: o antibiótico inibe a síntese completa de peptídioglicano, que é um componente essencial da manutenção da parede celular, que provoca a lise da bactéria;
- Danificação da membrana plasmática: antibióticos com polimixinas alteram a permeabilidade da membrana plasmática, deixando substâncias importantes escaparem do citoplasma;
- Inibição reprodutiva: estes antibióticos contém aminoglicosídeos e atacam qualquer fase da síntese de DNA e RNA. O processo é o mesmo em células procariontes e eucariontes, o que diferencia é a sedimentação nos ribossomos dos dois tipos.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Vírus

Os vírus, cujo nome significa veneno em latim, são minúsculos parasitas intracelulares que não são considerados seres vivos, por não possuírem várias características necessárias a estes. Os vírus foram descobertos no início do século XX, e observados pela primeira vez em 1930, com a criação do microscópio eletrônico.
As propriedades essenciais dos vírus são:
1 – Acelulares: não possuem células;

2 – Ausência de metabolismo;

3 – São parasitas intracelulares obrigatórios.

Os vírus não se reproduzem sozinhos, necessitando parasitar uma célula para isto. Estruturalmente, a maioria dos vírus são cápsulas de material genético (RNA ou DNA) que atravessam a parede celular e são assimilados pelo genoma da célula ou bactéria, sendo então replicados e depois liberados, por vezes destruindo a célula. Há um outro tipo, chamado bacteriófago, que possui um formato característico, com uma “cabeça”, que é a cápsula de genes, uma cauda em forma de tubo, por onde injeta o material genético dentro da bactéria, e fibras, no final deste tubo, que o fixam na parede celular. Após a injeção de material genético, o vírus é replicado e depois suas cópias liberadas.
Os vírus são compostos, basicamente, por:

1 – Genoma: o material genético do vírus, que codifica suas proteínas;

2 – Capsídio: cápsula proteica que envolve o genoma, codificado por este;

3 – Nucleocapsídios: estrutura formada pela união entre o capsídio e o genoma;

4 – Capsômeros: pequenas subunidades que constituem o capsídio;

5 – Envelope: membrana que envolve o vírus, geralmente parte da membrana plasmática de uma célula previamente infectada, ligada a proteínas virais. Pode auxiliar o vírus a identificar células parasitáveis e até a penetrar células do mesmo tipo.

Um vírus bacteriófago se reproduz de forma diferente: injetando seu DNA na bactéria. Basicamente, o ataque tem 3 fases:

1 – Adsorção: o vírus se liga à bactéria por ligações proteicas;

2 – Penetração: o vírus introduz a cauda na parede celular;


3 – Injeção: o vírus injeta seu DNA no citoplasma da bactéria; a partir daí o vírus pode entrar no ciclo lítico ou lisogênico.
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/virus.php

Fonte: http://www.euquerobiologia.com.br/2011/12/o-que-e-virus.html

Taxonomia e Táxons

Taxonomia

A Biologia necessita de uma nomenclatura para suas espécies e grupos que os abrangem. As divisões são, da mais abrangente para a mais específica; Domínio, Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie. Isso facilita a organização e nomenclatura.
A nomenclatura de uma espécie possui várias regras importantes que devem ser seguidas. Estas regras incluem:

1 – Nomes de espécies devem ser binomiais, ou seja, serem compostos de dois nomes, o primeiro sendo o gênero, que inicia com letra maiúscula, e o segundo a espécie em si, com inicial minúscula.
Ex.: Homo sapiens (homem), Felis Catus (gato doméstico)

2 – O nome deve ser em latim ou latinizado.

3 – Se o nome estiver manuscrito, deve aparecer sublinhado, e se aparecer digitado ou impresso, deve aparecer em itálico.

Apomorfia, Sinapomorfia e Plesiomorfia

Apomorfia é o termo para uma característica presente em um grupo, mas apenas neste grupo, nova ou derivada de outro grupo por evolução e especiação (o processo que define uma espécie), deduzida por análises anatômicas. Estas características definem um táxon num cladograma (ex.: táxons do filo Chordata – Peixes, répteis, aves...).
Sinapomorfia é uma característica apomórfica compartilhada por mais de um táxon (ex.: ovo amniótico, presente nos répteis e aves).
Plesiomorfia é uma característica ancestral, herdada de espécies antigas, que com o passar do tempo se modifica por meio da evolução, se tornando uma ou mais novas apomorfias. A identificação de uma plesiomorfia depende do estudo de um grupo mais antigo e supostamente ancestral/parente.
Por exemplo, a apomorfia dos cordados é a presença de vértebras, e sua plesiomorfia a ausência destas, porque criaturas anteriores aos cordados não as possuíam.

Cladogênese e Anagênese

A Cladogênese é o processo em que uma linhagem de seres vivos, por meio da evolução, se separa em duas linhagens diferentes, cada qual com suas apomorfias, e a Anagênese ocorre quando uma linhagem simplesmente evolui ao ponto de se tornar uma nova espécie, sem bifurcações no caminho evolutivo.

Cladograma


Um Cladograma é o esquema de uma hipótese sobre as relações de parentesco entre organismos de linhagens diferentes, em que se busca traçar uma linha do tempo evolutiva realizando uma análise filogenética dos grupos de seres vivos, dividindo-os em táxons e relacionando suas características por semelhança. Nos cladogramas, os nós representam os pontos em que ocorre uma cladogênese, assinalando uma sinapomorfia das duas linhagens. A função dos cladogramas é facilitar os estudos sobre a evolução de seres vivos de forma simples, de modo a melhorar, em termos gerais, as pesquisas em áreas que envolvem a biologia.
Fonte: http://wwwbiodersongrapiuna.blogspot.com.br/2012/04/clado-e-cladograma_30.html

Fonte: 
http://www.sindioses.org/cienciaorigenes/cladotaller.html